Todos os santos dias este pai e a sua pequena filha precisam de fazer algo que a maior parte de nos morre de vergonha de fazer

Atualizado em 3 Março, 2018

É uma imagem que dói só de ver. Um homem mal vestido correndo perigosamente entre os carros, segurando canetas numa mão e sua filha dormindo no outro braço. A menina aparenta estar exausta e nem sequer tem sapatos nos pés. Os olhos do homem refletem desespero.


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Essa imagem foi capturada em Beirute, capital do Líbano. Depois de um jornalista a compartilhar no Twitter, ela se tornou viral, tocando os corações de muitos ao redor do planeta. O homem é apenas um dentre os milhares de refugiados que fogem do conflito no Oriente Médio. Muitos estão tentando sobreviver no Líbano sem qualquer apoio ou ajuda.


O homem foi identificado numa reportagem de televisão. Seu nome é Abdul Halim al-Attar. Ele é um pai solteiro de 33 anos de idade, que está tentando superar esta fase com suas 2 crianças. É por isso que ele estava nas ruas vendendo canetas.


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Sua triste história se espalhou pelo mundo e milhares de pessoas decidiram ajudá-lo a reconstruir sua vida. O objetivo era reunir R$ 20 mil em doações. Mas, em 3 meses, a soma total chegou a quase R$ 800 mil.

Mas, devido a uma regra que impede que refugiados abram contas bancárias no Líbano, ele só pode receber cerca de 40% do total de doações, precisando passar por um complexo processo burocrático.

Mesmo assim, Abdul conseguiu usar o dinheiro para construir uma nova vida. Ele comprou uma padaria, um restaurante e uma loja de kebab. Abdul empregou 16 outros refugiados e os está ajudando a recomeçar do zero também.

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O dinheiro tornou possível que seu filho de 9 anos voltasse para a escola (depois de 3 anos sem aulas), e sua filhinha de 4 anos ficou exultante com seus novos brinquedos.

A família, composta por 3 membros, estava morando num único quarto. Porém, agora eles puderam finalmente se mudar para um apartamento maior. Abdul distribuiu o restante do dinheiro entre os seus amigos e familiares que ainda estão na sua terra natal devastada pela guerra.

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“Não foi só minha vida que mudou”, disse Abdul, “mas a vida dos meus filhos e das pessoas que ajudei”.


A situação dos refugiados no Líbano é bastante trágica. Nesse país, os recém chegados não contam com praticamente nenhuma ajuda do governo e precisam lutar para encontrar algum trabalho e sobreviver. Milhares estão vivendo nas ruas.

Para os libaneses, a chegada dessa onda de refugiados é também uma grande desafio. Como eles não têm estrutura para acolher essas pessoas desesperadas, o país está chegando ao seu limite. Mas a ajuda vinda de vários cantos do mundo conseguiu, ao menos, mudar a vida de alguns desses homens e mulheres corajosos que fugiram de suas cidades destruídas.

Ninguém está livre de um dia acabar vítima de uma guerra. A história de Abdul poderia ser a história de qualquer um de nós. Portanto, compartilhe este artigo. Este relato serve para lembrar que um pouco de compaixão pode transformar a vida de várias pessoas.